Os professores do Ensino Superior Politécnico manifestaram-se, em todo o país, contra a revisão dos Estatutos da Carreira Docente.
Em Beja, a manifestação decorreu junto às instalações dos Serviços Centrais do IPB. Luís Miguel Luz, delegado do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESUP) e docente do Instituto Politécnico fala de uma “descriminação óbvia” em relação aos docentes equiparados.
O novo estatuto estabelece a abertura de concursos externos onde o lugar destes professores é colocado à disposição, para que os contratos possam ou não ser renovados anualmente. Segundo os docentes, esta medida não tem em conta todo o trabalho feito durante os anos anteriores. Os docentes universitários entram directamente para a carreira depois do doutoramento, o que não acontece com os professores equiparados, que continuam sujeitos ao financiamento do politécnico para abrir os concursos.
Embora reconheçam alguns aspectos positivos do novo Estatuto, os sindicatos pretendem que seja aberto mais um período negocial para a sua alteração.
O docente do Instituto Superior Politécnico afirmou que os sindicatos não estão dispostos a aceitar o regime de transição caso os estatutos não sejam alterados. O interesse dos alunos é tido como uma prioridade para os professores, que não descartam a hipótese de novas acções de luta, se não for aberto o período negocial. |